O emblema
Nem sempre é possível nomear os símbolos que nos tocam. Às vezes, eles surgem em gestos, imagens ou lembranças — carregando verdades antigas, silenciosas,
esperando para serem ouvidas.

O cervo dourado
Foi assim que surgiu o primeiro vislumbre: o cervo. Animal elegante, discreto e presente, ele observa, escuta e escolhe cada passo com uma precisão que só a natureza domina. Na mitologia, o cervo é sagrado para Ártemis, deusa da liberdade e da própria integridade. Única entre os deuses a recusar o casamento, Ártemis escolheu viver em sua essência — indomável, fiel e absolutamente inteira.
O cervo, assim, transcende a beleza. É símbolo de autonomia, limite e integridade. É o reflexo da mulher que conhece seu próprio corpo, mente, do tempo e que trilha o próprio caminho sem ceder às expectativas alheias, sempre escolhe com lucidez ser fiel a si mesma.
Na natureza, é muitas vezes a fêmea que lidera — guiando, preservando, sabendo quando caminhar junto e quando seguir sozinha, com segurança e sabedoria
Carregar este emblema é lembrar: você não existe para se moldar. Você existe para guiar, decidir e deixar seu próprio rastro
